segunda-feira, 23 de julho de 2012

Bob Kauflin - Falar ou Não Falar? Eis a Questão

Retirado de blog Cante as Escrituras

Nos meus primeiros anos liderando o louvor e adoração no culto, eu pensei que tinha que compartilhar um mini-ensino ou uma oração sincera entre cada canção. Não tenho certeza porque eu pensei isso. Mas quando o meu pastor, finalmente, chamou minha atenção é que eu percebi o quanto era chato.
Muitos líderes de louvor com quem converso passam por lutas tentando saber quando e o que dizer durante a ministração no período de louvor.
Aqui estão quatro pensamentos que me ajudaram ao longo dos anos:
1. Conheça o seu objetivo.
Adorando a Deus com música significa mais do que ter uma experiência musical. Podemos fazer isso em um concerto ou com o nosso iPod. Mas o objetivo de um líder de adoração é ampliar a grandeza de Deus nos corações, mentes e vontades. A pessoa e a obra expiatória de Jesus Cristo deve tornar-se maior em nossos olhos e mais relevantes para nossas vidas.
Isso significa que eu devo fazer o que puder para garantir que as pessoas estão cantando com suas mentes, bem como seus espíritos (1 Coríntios. 14:15). Eu quero ajudá-los a se envolver com as verdades que estão cantando. Isso leva às palavras. Palavras faladas.
Após a primeira ou a segunda canção, eu vou levar cerca de 1-2 minutos para biblicamente, pessoalmente, e claramente ajudar as pessoas a compreender porque estamos prestes a cantar a canção seguinte. Eu vou puxar, geralmente a partir de um certo número de fontes possíveis: um ponto da mensagem da semana passada, o foco de uma série de ensino que estamos atualmente em uma nova canção… introduzir as razões para cantar louvores a Deus, ou mesmo um evento de interesse mundial (a tragédia no Haiti, por exemplo). Meu objetivo é conectar um aspecto do que Deus fez por nós em Cristo, com que as pessoas estão vivendo. E o que eu digo, eu quero ter certeza de que é baseado sobre a verdade imutável da Palavra de Deus, não apenas a minha opinião ou sentimentos.
2. Conheça o seu contexto.
Levando em conta que eu estou ministrando o louvor isso me ajuda a saber o que dizer. Costumo falar mais em um grupo menor, onde eu possa observar as pessoas mais facilmente. Em uma situação onde as pessoas não são muito expressivas, eu vou ter tempo para explicar como nosso corpo pode glorificar a Deus. Se as pessoas estão familiarizadas com as canções e os outros, posso dizer menos.
3. Conheça os seus limites.
Alguns líderes de louvor não se comunicam de forma eficaz. Outros simplesmente não têm o dom. Seja qual for sua situação, não assuma que você é a única pessoa que tem o que falar. Não há mandamento bíblico que diz que a pessoa que lidera o louvor tem que ser aquele que fala entre as músicas. Procurem o conselho de seu pastor em o quanto você deve dizer ou não dizer. Confie em mim. Ele provavelmente está esperando você para pedir conselho.
4. Varie o que você faz.
Por anos, eu trabalhei duro para desenvolver uma “exortação” que eu iria partilhar em algum ponto entre as músicas. Assim como eu pensei que estava ficando bom nisso, meu pastor sugeriu que não fizesse a mesma coisa todos os domingos. Eu não podia depender de minha rotina mais. Eu realmente tive que ouvir a liderança do Espírito.
Seguindo exatamente o mesmo formato todas as semanas, pode levar uma congregação a uma adoração sem vida e estereotipada. Mesmo que chamem de “carismático”, tente ler uma porção das Escrituras, orando como igreja, dando oportunidade para alguém dar um testemunho, ou permitir que alguém fale sobre uma canção.
Um Pensamento Final
Alguns músicos vão servir melhor a Igreja por não dizer nada. Mas não pense que você é um deles. Porque os líderes de adoração amam a glória do Salvador, nós queremos usar o que temos – música e palavras – para comunicar o quão grande Jesus Cristo realmente é.
A minha boca falará o louvor do Senhor, e toda a carne louvará o seu santo nome para sempre e sempre. (Salmos 145:21)

sábado, 21 de julho de 2012

Teoria Musical - Parte 3 - A Partitura


No último post sobre teoria musical, escrevi sobre os conceitos básicos das notas músicais, e vimos todas as notas do sistema ocidental de música. Caso você ainda não tenha lido os posts anteriores, aconselho a você voltar para a parte 1 e ler os textos em sequência. Nesse próximo post, farei uma breve introdução à partitura, e veremos como escrever as notas musicais nela.

A Partitura

A partitura é um sistema de escrita musical completo e universal. Na partitura podemos representar qualquer instrumento, com informações completas sobre a execução da música, como digitação (dedos que devem ser utilizados), efeitos, dinâmica, interpretação etc. Toda a escrita da partitura é feita sobre a pauta, um conjunto de 5 linhas paralelas.

As notas musicais são representadas por pequenos círculos, desenhadas na pauta. A nota pode estar sobre uma linha (sendo cortada ao meio pela linha), ou entre duas linhas. Caso seja necessário, podem ser utilizadas linhas complementares para escrever as notas mais agudas, ou mais graves. Quanto mais para baixo a nota estiver, mas grave será o som, e quanto mais alto, mais agudo.

Na prática

Com a tecnologia de hoje, existem diversos softwares para a escrita e execução de partituras. Os mais famosos e utilizados são o Finale (mais robusto e completo) e o Encore (de utilização mais fácil), ambos pagos. Para o desenvolvimento dos posts, vou utilizar uma ferramenta gratuita chamada Note Flight. A grande vantagem dessa ferramenta é que ela é totalmente web, podendo ser acessada de qualquer computador sem a necessidade de ser instalada. Além disso, as partituras escritas podem ser compartilhadas com os outros usuários, facilitando o acesso e distribuição da mesma entre os demais membros do seu grupo.

Para iniciarmos a compreensão de escrita na partitura, veja a partitura a baixo:



Repare que, como dito anteriormente, as notas (representadas por pequenos círculos), são escritas ou sobre as linhas, ou entre elas. A primeira nota da esquerda, mais grave, está usando uma linha complementar. Por hora, não vamos nos preocupar com os outros elementos da escrita, ou com o porquê da nota ser preta com um bastão.

Na escrita da partitura, a cada "degrau" que subimos, ou descemos, avançamos ou voltamos uma nota natural. Por exemplo, se a primeira nota do "Exemplo 1" fosse uma nota Lá, a segunda seria Si, a terceira Dó, e assim por diante. Se a quarta nota fosse a nota Sol,  a nota anterior (a terceira) seria um Fá e a quinta nota seria um Lá. Desse modo, para saber em quais posições ficam cada nota, basta ter uma nota de referência definida. Essa nota de referência é dada pela "clave".

A clave é o primeiro desenho da partitura (à esquerda), e ela determina a "nota de referência", à partir da qual sabemos quais são todas as outras notas. A clave do Exemplo 1 é uma Clave de Sol, ou seja, ela determina que no ponto em que ela começa a ser desenhada (quarta linha de cima para baixo), é a nota Sol. À partir dessa referência, podemos descobrir que a primeira nota do exemplo 1 é um Dó, e avança por todas as notas naturais até repetir a nota dó uma oitava acima.

Existem mais duas claves: A clave de Fá e a Clave de Dó. A clave de Fá é utilizada para instrumentos graves, como o contra-baixo, e a clave de Dó, mais rara de ser encontrada, serve para instrumentos de altura média, como a viola, e parte da extensão do violoncelo.

No exemplo 2, abaixo, coloquei uma escala passando pelas 3 claves, começando pela nota "Mi" na clave de Fá, e finalizando-a na nota Dó da clave Sol, demonstrando assim a relação entre elas.



Conforme vimos no último post, existem as notas acidentais. Para representar os acidentes na partitura, utilizamos os desenhos de sustenido (#) ou bemol (b) à esquerda da nota. quando colocamos uma marcação de acidente musical, todas as vezes que a mesma nota repetir no mesmo compasso ela também será alterada  (falarei mais sobre o conceito de tempo e compasso no próximo post). Caso se queira que a nota repetida não seja alterada, precisamos utilizar um sinal de bequadro  ("\natural" indicando que o acidente daquela nota foi cancelado. Veja a utilização dos acidentes musicais e seus cancelamentos no exemplo 3:



Em diversos casos, podemos indicar no começo da partitura que determinadas notas sempre serão alteradas durante a música. Por exemplo. eu posso indicar que toda nota fá de uma música será sustenido. Para fazer essa representação, os acidentes são desenhados logo após a clave, e são chamados de "Armação de Clave". Em termos práticos, a armação determina o tom da música (falarei no futuro). Repare no exemplo 4 que a armação de clave indica que todas as notas Fá e Dó da partitura serão sustenidos. Caso deseje utilizar a nota natural, precisamos utilizar o sinal de bequadro, o que acontece na antepenúltima nota do exemplo.




Resumindo, a partitura é um sistema universal que utiliza um conjunto de 5 linhas chamado pauta. As notas musicais são desenhadas em forma de círculos sobre as linhas da pauta. Para sabermos qual nota está sendo representada na partitura, precisamos de uma nota de referência, que é dada pela clave. Para representar as notas acidentais, utilizamos os desenhos de acidentes (# e b) à esquerda da nota, ou no começo da partitura na armação de clave.

No próximo post falarei sobre o elemento "tempo" da partitura.

Qualquer dúvida, comentário, sugestão ou crítica, fiquem à vontade para postar na sessão de comentários.

no amor do mestre,

Renan Alencar de Carvalho

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Conteúdo Além da Forma - Milagres

Em uma época em que está na moda cantar que o "MEU milagre" vai chegar, e que o relacionamento com Deus é professado como uma criança egoísta que apenas sabe dizer que "Eu Quero", compartilho esse letra do Silvestre Kuhlmann:

"Eu vejo milagres a todo o momento
Se meu coração for grato e atento;
O pão sobre a mesa, um filho que chega,
O sol e a certeza do amor de Deus.
É como se eu fosse, de fato, uma ilha
Debaixo de um céu de graça,
Plantada em mar de milagres.
Eu vejo milagres na minha família,
Na vida e na casa de meus amigos;
No corpo e na alma de meus irmãos
Se meu coração tiver olhos pra ver.
Eu vejo milagres por todo lugar,
Eu vejo milagres ao ir e ao chegar,
Eu vejo milagres da graça de Deus,
Eu vejo milagres em volta dos Seus."

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Conteúdo Além da Forma - Sóbrio Louvor


Sóbrio Louvor (Diego Venâncio)

"Receba Senhor 
um canto de sóbrio louvor 
um canto que é feito novo 
e exulta o teu grande amor 


Nossa emoção 
fruto da noção da sua grandeza 
conclusão da nossa pobreza 
e do imerecido amor 


Te rendemos glória Senhor 
pelo o que fizeste em nosso viver 
te rendemos glória Senhor 
gratos por podermos entender"


Eu Recomendo - Tiago Vianna

Retirei essa crítica do portal da Ultimato.



Para apreciar: “Um minuto de silêncio”





É possível encontrar artistas que se preocupam com estética e mensagem na Igreja evangélica brasileira. Procurei por lançamentos de CDs que chegaram às minhas mãos e elegi “Um minuto de silêncio”, de Tiago Vianna, para analisar a música e seu relacionamento com as letras. Para me ajudar nesta caminhada, convidei o amigo e colega de trabalho Filipe Fontes. Decidimos nos ater apenas a três canções que achamos mais expressivas dentre as onze canções do álbum.
 
“Um minuto de silêncio” possui uma considerável diversidade temática. As letras são, em geral, muito ricas, tanto em termos estéticos quanto em profundidade de conteúdo. Para nós, a poética é o ponto alto deste trabalho.

Faixa 3 - (In) Vento (Letra: Gladir Cabral/ Música: Tiago Vianna)
 
O vento passeia livre pelo mar
E ouço a sua voz, o seu cantar
Mas... de onde vem?
E agora pra onde vai?
É certo, assim é quem nasce outra vez
É vento, soprado pelos lábios seus
 
Pode muito bem chegar
Para, então, partir de novo
Pode se fazer parar
Pode se fazer renovo
Floração do intento
Viração do invento
 
Voar... voar... por mares e por campos abertos
Voltar.. voltar: o longe é perto, sempre
Pousar... pousar na frágil segurança do afeto
E ver o sol... nascer de novo no amanhecer
 
O jogo de palavras do título possibilita dupla interpretação. Se “in” for encarado como a preposição inglesa [em, no], somos remetidos ao “vento” como condutor. Se for visto como formador da palavra “invento”, somos remetidos à novidade de uma vida conduzida pelo Vento. Como cremos que, em se tratando de arte, não precisamos optar por uma delas exclusivamente, poderíamos dizer que, partindo da metáfora usada por Jesus na conversa com Nicodemos [Jo 3], “(In) Vento” é uma singela descrição da ação inventora do Vento (o Espírito Santo de Deus), e da experiência de construção e liberdade que experimentam os que são inventados por Ele. 
 
A música serve bem à letra. Na primeira estrofe, nas frases “Mas de onde vem?”/ “E agora pra onde vai?” há um jogo com a harmonia em que o primeiro acorde leva a um lugar inusitado, caracterizando bem as perguntas. 
 
Na segunda estrofe, a sucessão de acordes não tem uma tonalidade definida, o que liga a música à ideia de movimento e atitude encontradas na letra através das palavras “chegar”, “partir”, “parar”, “renovo”, “floração” e “viração”.
 
Na terceira estrofe, onde a letra cita os “mares e campos” e apresenta as ambiguidades “longe é perto” e “frágil segurança”, os compositores optaram por substituir o acorde que geralmente é mais utilizado como passagem para o acorde principal, trazendo mais uma vez a proximidade entre música e letra. A frase final utiliza um acorde fora da tonalidade principal, um “invento” de uma tonalidade ainda não utilizada nesta canção, o que ilustra bem a frase “E ver o sol nascer de novo no amanhecer”.

Faixa 5 - A moça (Letra: Silvia Mendonça/ Música: Tiago Vianna) 
 
A moça na janela vê o que? A moça abre a porta, para quem?
E quando acende a chama do fogão a moça está só...
 
A moça pega a caneta ela falha
Procura um papel em branco
E quando põe na mesa um prato
A moça está só
 
A moça abre o livro e imagina, a moça liga o rádio e desliga
E quando abre a porta o jornal está no chão e a moça está só
 
A moça olha as horas que não passam
A moça conta os anos, eles voam
A moça pinta os seus olhos de negro, a moça está só
 
A moça sai à rua e respira, a moça toma chuva, se alivia.
Passeia com os olhos borrados, é claro: não se importa
Parece que está só...

Uma vívida descrição da solidão! A composição da melodia e as escolhas para o arranjo de “A moça” foram muito acertadas. De tão pictórica nos remete às cenas de um filme. 
O aspecto intrigante da música fica por conta do “q” de dúvida quanto à continuidade da solidão da moça. A constatação da solidão sempre presente ao longo do poema – “a moça está só” – abre espaço para uma frase final construída em tom de incerteza: “parece que a moça está só”. Este tom de incerteza, também impresso pelo último acorde que se alonga, ao mesmo tempo em que não transmite uma sensação de “final”, faz adentrar à canção uma réstia de redenção, possibilitando nascer a esperança. Esta ideia de esperança, reforçada pela sequência de acordes da última estrofe, encontra eco na canção seguinte, “Na varanda”. Possivelmente Tiago Vianna e Maurício Caruso (que assina a produção musical) tenham pensado nessa adequação de mensagem entre as duas canções ao escolher a ordem do repertório no CD.

Faixa 6 - Na varanda (Mário Coutinho/ Tiago Vianna)
Esperança na varanda brinca
Tão risonha escarafuncha
A vida de quem cochila
Esperança na varanda espera
A chuva que vem longe
Cinza, triste e vagarosa. 
 
Esse campo perigoso
Onde tudo tem seu risco
Visgo de tristeza pega
Seus maus tratos trazem frio 
Vida, quintal de criança.
Há que se saber dos riscos
Há que se saber dos cacos
Riscado do giz de barro
 
Esperança na varanda grita
Acorda a alma esquiva
Alma de quem não dá bola
Esperança na varanda escuta
Os lamentos e as rimas
Dos poetas tão cansados
Dos poetas tão escassos
 
Vida, pátio de escola
Tudo nela vai, decola
Voo certo na subida
Em busca do grande azul
Vida é como folha de livro
Vida é verso bandido
Vida é verso em reverso.

O tom de tristeza e incerteza de “A moça” dá lugar a um tom de alegria e esperança em “Na varanda”. Aliás, nesta letra a esperança é personificada, e a ela se atribui ações como brincar, esperar, gritar e escutar. Isto reforça a ideia de esperança como tema da canção. 
 
O efeito inicial e a execução da guitarra desta faixa são muito parecidas aos da faixa “(In) vento”. Teria sido proposital a junção de “vento” e “varanda” a partir desta introdução? 
 
A letra é uma reflexão sobre a vida e reflexões esperançadas sobre a vida são cada vez mais incomuns. É interessante perceber que a esperança apresentada não é ingênua, mas refletida. Ela se fundamenta no fato de que a vida é oportunidade de aprendizado e crescimento. Esta concepção é apresentada metaforicamente nas comparações da vida com quintal de criança, pátio de escola e folha de livro, e confirmada repetidas vezes pela frase final: “Vida é verso em reverso”. O arranjo traz uma ideia de boa expectativa, de espera otimista. 
 
Nas frases “Há que se saber dos riscos”/ “Há que se saber dos cacos”/ e mais à frente “Vida, pátio de escola”, possivelmente há uma homenagem ou citação de “Coração de Estudante”, de Milton Nascimento e Wagner Tiso:
 
Coração de estudante
Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo
 
A música é curta e sem repetições, com exceção da frase final, o que a transforma quase em um manifesto de uma visão de mundo que leva em conta a esperança.
Indicamos a você, leitor dessa coluna, quebrar o silêncio com o novo disco de Tiago Vianna. Caminhemos!
 
Sérgio Pereira - músico, educador e revisor pedagógico de História do Sistema Mackenzie de Ensino. Seu trabalho musical mais conhecido é o Baixo e Voz, que já conta com 21 anos, quatro CDs e um DVD e CD ao vivo a serem lançados em 2012. Mestrando em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, sua dissertação versa sobre o compositor Lenine e o hibridismo musical brasileiro. Colunista das revistas e sites Bass Player Brasil, Ultimato e Cristianismo Criativo.

Filipe Costa Fontes - bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano José Manoel da Conceição, Licenciado em Filosofia pelo Centro Universitário Assunção, mestre em Teologia Filosófica pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, mestrando em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Consultor Teológico Filosófico do Sistema Mackenzie de Ensino e professor do Departamento de Cultura Geral no Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição.